Queridos serviços

Vou falhar mais uma vez no meu comprometimento de não citar experiências pessoais.

Eu acho que seria somente mais um no meio da multidão a reclamar da prestação de serviços de nossas companhias de telefonia. Não preciso nem citar aqui como nós somos tratados quando precisamos solicitar algo. Quem diria quando queremos fazer uma reclamação. Se você liga para a Anatel, até tem um retorno. Mas você precisa do tal número do protocolo registrado na operadora. Aí eu pergunto: em quanto tempo você consegue registrar uma reclamação com sua prestadora de serviços de telefonia fixa/móvel ou internet?

Estava querendo comprar o Oi Velox (no caso acabei assinando o plano Oi Conta Total – telefonia fica + telefonia móvel + internet) há um tempo. Pedi, antes de efetuar a compra, que fossem efetuadas verificações técnicas para verificar se meu link de conexão suportaria 1Mbps de conexão, pois esse era o meu maior interesse e, em caso contrário, não seria interessante assinar o plano. Claro que eles diriam que suporta né? Não aumentaram minha velocidade para 1Mbps. O pior é que eu, com o próprio atendimento deles, mostrava a inconsistência no sistema. Eu recebia 600kbps, enquanto no sistema constava que eu só poderia receber 300! Claro que o sistema tá errado! Diversas solicitações e verificações técnicas foram feitas e nada de aumentarem. Pedi para cancelarem tudo (fixo, móvel, internet). Imaginou a dor de cabeça né?

Mas vamos lá. Dia desses passeando na internet, entrei no site da Telefonica por curiosidade. Queria saber quanto eram os planos de internet lá pelo sudeste. Daí me deparei que, por ordem da Anatel, a comercialização da barda larga deles, o Speedy, estava temporariamente suspenso. Me dava alegria ver a frustração de uma empresa “grande” (grande em quantidade de dinheiro, pois pra mim grandeza não significa seriedade de forma alguma) sendo inibida por um órgão para que pudesse prestar um serviço decente a seus clientes. Já é uma iniciativa, pensei. Claro. Se hoje a Telefonica seria a pior, amanhã poderia ser outra e aí a Anatel também poderia tomar uma medida semelhante. Até que achei a notícia relatando o fato no G1.

A medida que eu lia, me sentia satisfeito. Via a atitude sendo tomada por alguém que está ao nosso lado. Será? “As determinações da Anatel foram motivadas pelas reclamações de clientes do Speedy, que recentemente enfrentaram instabilidade. Em setembro do ano passado, um “apagão” no serviço afetou usuários domésticos, além da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Detran, a Receita Federal e delegacias de São Paulo.

Aí sou tomado pela frustração mais uma vez. Por favor, me corrija se eu estiver errado. Mas precisou que a atitude fosse tomada depois que o “calo” fosse causado no pé de alguém que realmente tivesse poder. Tudo bem que a situação ocorreu em setembro do ano passado, mas a contínua má prestação de serviços dessa operadora chegaram ao limite. A diferença são os clientes. Olha lá quem são as “crianças”.

Óbvio, eu não sei quem são os clientes de outras operadoras. Mas duvido sinceramente que se a Oi Velox (ou qualquer outra) causasse um prejuízo a quem “não deveria causar”, as medidas cabíveis não seriam tomadas. Deixa a internet dar uma falha lá no Senado Federal. Eu só queria que fosse da mesma prestadora que sou cliente. Não teria coisa melhor no mundo em termos de conectividade para mim.

A onda agora é 3g, né? Quantos de vocês, clientes desta tecnologia, já viram, no momento da compra, uma demonstração do vendedor do uso da tecnologia. Eu mesmo comprei em um shopping da cidade o modem em duas operadoras diferentes. Uma das lojas era até grande; a outra era quisque. Nenhuma das duas tinha UMA máquina sequer com uma conexão de seus próprios produtos. Só daí você já deve imaginar o quão bom é o serviço. Agora até eu sei o quanto é bom. Imagina agora ligar pro tele atendimento reclamando de sua conectividade.

A prestação de serviços neste país é uma “maravilha”, seja ele público ou privado. Desculpe a você, trabalhador decente. Para toda regra, há exceção e você é uma delas. Desculpe se sou rigoroso, mas deste país só se salvam minha família e meus amigos.

Gastando dinheiro…

Tentando voltar a fazer isso funcionar e sem mais blá blá blá, “vamo que vamo”!

Ano passado o transporte de presidiários entre as penitenciárias e suas respectivas audiências custou um milhão de reais. Só UM deslocamento do ex-deputado Natalino Guimarães nesta semana envolveram gastos próximos a 40 mil reais. Vide notícia. Quem paga? Já sabe a resposta, né? Imagina em quantas coisas distintas poderíamos aplicar esse dinheiro e termos um retorno bem mais proveitoso para o nosso país, onde podemos encontrar tantos serviços precários (e olhe que isso não se restringe a rede pública, concordam?).

Bom, o que eu queria destacar aqui não é exatamente para onde nosso dinheiro público vai. Todos nós sabemos, nao é? A notícia acima cita, de forma interessante, a resistência de autoridades para o uso de tecnologias que possam trazer facilidades (e, principalmente, economia) para nossas vidas. Caro demais para o caso, segundo o “doutor”. Será? Uma conexão com a internet hoje não custa absurdos.

Com menos de R$50 é possível se ter uma alta conectividade, suficiente para uma videoconferência. Mas vamos colocar um pouco mais caro, só para garantir que falhas não acontecerão. Se pensarmos em uma conexão de 1 Mbps, em um estado onde ela seria considerada bem cara, pensemos em R$100. 40 mil reais seriam suficientes para se pagar dois pontos de acesso com essa velocidade de conexão por mais de 15 anos. Realmente, “doutor”, é muito mais caro né? Podemos descontar alguns gastos a mais como manutenção de equipamento como computadores, câmeras e microfones. Mas garanto que, com o barateamento da internet ao longo dos anos, esse tempo não mudaria.

E aí eu não quero me prender com gastos públicos. Vamos pensar agora em um congresso ou simpósio. Nível nacional, ou quem sabe continental. Alguns órgãos que investem em pesquisa financiam as passagens e estadia de palestrante nos mais espalhados lugares do país. Claro que é muito legal, você estar conhecendo um lugar novo, pessoas novas. Mas a intenção de tudo não é uma palestra, um curso, um tutorial? Será que é ncessário mesmo a presença física de nossos idolatrados palestrantes? O conteúdo, não temos o que contestar. São de grande valia para nossa formação, tanto acadêmica quanto profissional. E além disso, NADA! Para que ele lá? A intenção não é incentivar uma pesquisa? Por que não armar uma parafernalha muito mais em conta, fazer o palestrante aparecer numa imagem gerada por um datashow e diminuir drasticamente os custos de passagem e hospedagem. Pensando em um evento com vários palestrante, imagina o quanto se economizaria com isso? Isso talvez pudesse diminuir drasticamente os preços (muitas vezes abusivos) cobrados simplesmente para assistirmos os tais espetáculos. Se é para incentivar a pesquisa, por que não pensar de uma forma um tanto “otimizada”, viabilizando que mais e mais pessoas possam ter acesso a um conteúdo de qualidade?

Já imaginou, você de computação, assistindo uma palestra do Bill Gates ou do Steven Jobs por R$20? Você, jornalista, assistindo uma apresentação do Bonner pelo mesmo valor? Você, concursista, assistindo a um show de aula do William Douglas por menos de R$50? Você fiel, assistindo um sermão do Papa Bento XVI gratuitamente (embora isso já pode estar lentamente se tornando realidade)? Será que estou indo muito além da realidade. Não trazer o palestrante a fim de se investir em uma videoconferência não vale a pena? Será que barateando inclusive no preço dos ouvintes não teríamos um público bem maior para tais eventos?

Não é de meu intuito colocar fatos pessoais aqui, mas eu mesmo já deixei de ir para palestras que eu gostaria muito por conta dos valores cobrados. Há quem pague por tudo isso, fazendo com que tudo possa funcionar tranquilamente. Mas acredito que poderíamos usar muito melhor o dinheiro que não sabemos, de forma nenhuma, como gastar.

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Tecnologia limpa

É inevitável não notarmos o avanço tecnológico, crescendo exponencialmente nos últimos anos. O ser humano passou a ser dependente do luxo oferecido pela tecnologia. Ou, quem pode aqui, dizer que poderia viver sem energia elétrica?

Há quanto tempo o homem existe? Não sei nem responder isso (nem é meu intuito aqui pesquisar isso). Fato é que o homem, não convive nem há um século e meio com energia elétrica em suas residências (e olhe que no começo de tudo, isso era luxo para poucos). Mas já tentou visualizar seu dia-a-dia sem eletricidade?

Desde então, muitas coisas se tornaram viáveis para o homem. Juntamente com a distribuição da energia elétrica, cresceu o número de insdustrias, que passaram a automatizar o seu serviço. Um pouquinho de blá blá blá, até chegarmos em geração de energia elétrica, indústrias e produtos que agridem o meio ambiente. Muitos de nós estamos cansados de debater isso. Não pensemos em poluidores apenas. Podemos pensar em toda a forma de agredir o meio ambiente. Uma usina hidrelétrica, por exemplo. Já imaginou o impacto ambiental da construção de uma dessas?

Muitos debates, muitas brigas, protestos. Mas e a solução? Quem se dispõe a achar? Ah! Não é tão difícil, né? ‘Tá. E quanto a achar uma solução economicamente viável, fazendo com que financiadores desviem seu foco a ponto de investirem em tais soluções? Um pouco mais complicado, né?

E aí onde surgem as fontes de energias limpas. Ainda nenhuma novidade para nós. É fácil lembrarmos de energia solar, energia eólica, etc. Mas e aí? Quem investe? Ainda tá meio travado tudo isso! E quem perde com isso? Nós, “usuários” do meio em que vivemos.

Soluções, não faltam não. Garanto. A Austrália, por exemplo, está para entregar no ano que vem uma contrução (a mais alta do mundo) que garante alta produção de energia. Veja o vídeo. Tudo bem que não é das soluções mais modestas, mas será que o investimento não vale? Todos nós saímos ganhando com isso. Gente preparada e disponível para trabalhar na área não vale. Olha só essa outra idéia, bem mais em conta.

Sei que não é simplesmente pensarmos que vamos fazer destas, nossas fontes de energia e tudo está resolvido. É um passo. Não tão barato, provavelmente. Mais até quando podemos suportar os efeitos das respostas dadas pelo planeta às nossas próprias agressões? Pelo jeito, vamos ter que ver para crer. Vou além: porque não, as tais catástrofes, não podem ser as tais respostas do planeta? Agressão era comum no passado? Catástrofes eram comuns no passado?

Prometo não tentar tocar mais nesse assunto. Fim.

Administrando bem as finanças

O que você faria com um salário mínimo (R$450)? Há quem compre três bem-casados. A observação para este fato é que o dinheiro é suficiente APENAS para os três bem-casados!!! Duvida? Olha aqui.

Não é meu tipo aqui estar criticando o que uma pessoa ou outra faz, ainda mais com dinheiro. Mas é que eu não consigo visualizar esse mundo. A maioria que está me lendo, já deve ter ouvido falar do orçamento de um casamento (desses normais, que “costumamos” ir). Será que alguém diria que já ouviu falar de algum próximo aos R$200 mil?

Pois é. É o mercado! Enquanto houver quem pague, isso vai existir. Só espero que não esqueçam das criancinhas do post daí de baixo.

Salvem as Crianças!

30 mil crianças estão pra morrer DE FOME nas próximas três semanas! [Leia de novo!]

Não queria estar puxando esse blog aqui para falar de catástrofes. Mas realmente o fato não deixa de chamar a atenção.

Recentemente, também foi notícia no mundo todo o ciclone que atingiu o país de Mianmar, no sudeste asiático, no começo deste mês. Os desastres lá foram irreparáveis. A população do país é dependente de agricultura. Nargis (nome dado ao ciclone) causou “danos extensivos” contra a agricultra no delta do Irrawaddy. Resultado: o preço do arroz quadruplicou! Falta água potável. As condições sanitárias são precárias.

Imagina só a situação. Grande parte da população tem PROCURADO o que comer. Vão achando plantas silvestres aqui, arroz MOLHADO ali e vão se virando com o que têm. Com essa falta toda, milhares de crianças de até cinco anos de idade vão morrer de fome! Não há mais o que comer!

Os dados foram divulgados no site oficial de uma ONG britânica Save the Children. Por lá, além disso, vocês podem ver um pequeno vídeo sobre a situação além de poder contribuir com doações. Não deixem de dar uma pequena olhada por lá. Vale à pena. Olhem uma outra realidade!

Sem mais conversas “chatas” por hoje…

Referências: Agência Estado

Um pouco do Google

Alguns de nós sabemos o “poder” que temos em mãos com uma ferramenta como esta. Para alguns, um simples sistema de busca. Para outros, um podereso sistema de busca. Além, para terceiros (me incui aí, ein?), o Google integra vários serviços (o de busca seria apenas um deles), de forma simples, fácil de usar e o melhor: tudo grátis. Não preciso ficar aqui babando isto, pois a grande maioria de vocês já sabem do que estou falando.

Há alguns dias, no Jornal da Globo, passou uma reportagem interessante sobre o Google. Um pouco de comentários sobre um excelente projeto atual, a empresa e também sobre seus empregados. É… Aí que eu acho que podem surgir algumas poucas novidades para alguns de vocês. E vou além: não é somente isso não, ein? Assistam o vídeo e comentem… Ainda posso falar sobre uma série de vantagens sobre ser empregado do Google.

E nem venham com essa de só o pessoal de computação que vai pra lá não, ok? =)

É… Rumo a Mountain View.

Abraços!